COMO MONTAR UMA CLÍNICA ODONTOLÓGICA: MATÉRIA PRIMA E MERCADORIAS PARA OS TRATAMENTOS ODONTOLÓGICOS!

Chegamos ao nosso 7º artigo da série COMO MONTAR UMA CLINICA ODONTOLÓGICA. Até aqui falamos desde os conceitos iniciais até os equipamentos necessários para se montar uma clínica odontológica de sucesso. Hoje os especialistas do SEBRAE falam sobre a compra de materiais e estoque dos suprimentos necessários para que os tratamentos odontológicos sejam bem sucedidos.

Matéria Prima/Mercadoria

A gestão de estoques no varejo é a procura do constante equilíbrio entre a oferta e a demanda. Este equilíbrio deve ser sistematicamente aferido através de, entre outros, os seguintes três importantes indicadores de desempenho:

Giro dos estoques: o giro dos estoques é um indicador do número de vezes em que o capital investido em estoques é recuperado através das vendas. Usualmente é medido em base anual e tem a característica de representar o que aconteceu no passado. Obs.: Quanto maior for a frequência de entregas dos fornecedores, logicamente em menores lotes, maior será o índice de giro dos estoques, também chamado de índice de rotação de estoques.

Cobertura dos estoques: o índice de cobertura dos estoques é a indicação do período de tempo que o estoque, em determinado momento, consegue cobrir as vendas futuras, sem que haja suprimento.

Nível de serviço ao cliente: o indicador de nível de serviço ao cliente para o ambiente do varejo de pronta entrega, isto é, aquele segmento de negócio em que o cliente quer receber a mercadoria, ou serviço, imediatamente após a escolha; demonstra o número de oportunidades de venda que podem ter sido perdidas, pelo fato de não existir a mercadoria em estoque ou não se poder executar o serviço com prontidão.

Portanto, o estoque dos produtos em uma clínica odontológica deve ser mínimo, visando gerar o menor impacto na alocação de capital de giro. O estoque mínimo deve ser calculado levando-se em conta o número de dias entre o pedido de compra e a entrega dos produtos na sede da empresa.

Abaixo segue relação de materiais destinados à atividade básica, considerando a atuação em clínica geral e pequenas cirurgias.

  • IRM (Intermediate Restorative Material) – Material Restaurativo Intermediário;
  • Ionômero de vidro;
  • Resinas (A1, A2, A3, A3,5, A4, B1, T, 0A2, OA3);
  • Pasta de polimento resinas;
  • Tiras de poliéster;
  • Matriz metálica;
  • Tiras de lixa metálicas;
  • Cunhas de madeira;
  • Discos soflex;
  • Pasta profilática;
  • Flúor tópico;
  • Flúor verniz;
  • Selante;
  • Paramono;
  • Tricresol;
  • Formocresol;
  • Tartarite;
  • Bicarbonato de sódio;
  • Cariostático;
  • Cimento cirúrgico;
  • Hemostesin;
  • Dycal;
  • Anestésicos com vaso;
  • Anestésico sem vaso;
  • Anestésico tópico;
  • Dessensibilizante;
  • Cimento endodôntico;
  • Cones guta;
  • Cones acessórios;
  • Hipoclorito;
  • EDTA;
  • Clorexidine 0,12%;
  • Clorexidine 2%;
  • Sugadores;
  • Roletes de algodão;

 

Para a aquisição do material é necessário que o empreendedor dentista realize um bom planejamento, contando com a realização de orçamentos para a compra dos produtos e materiais necessários para o consumo da clínica odontológica. É necessário dimensionar adequadamente os materiais a serem adquiridos para não incorrer em erros.

A relação com fornecedores deve ser estabelecida com muito cautela. Existem vários profissionais interessados em comercializar produtos que podem ter origem duvidosa ou em vias de serem proibidos pela ANVISA. Assim, ao escolher seus fornecedores, verifique se atendem às exigências dos demais órgãos de controle, como a Vigilância Sanitária. É necessário estar atento às notícias sobre legislação, além de produções científicas advindas de fontes seguras de pesquisa.

Ao montar uma clínica odontológica, você, como dentista empreendedor, deve levar em consideração que o planejamento é o que mais importa no início das atividades.

Há um ditado que diz: Se você deixar de planejar, você planeja falhar.” Isso é especialmente verdadeiro no início de qualquer novo negócio. Logo, pense nisso ao planejar a compra de equipamentos e dos materiais e suprimentos necessários para o funcionamento de sua clínica odontológica.

No 8º artigo de nossa série, falaremos sobre:

Como montar uma Clínica Odontológica: A Organização dos Processos Produtivos.

Até a próxima!

Fonte: SEBRAE

Leia Também: A IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE NO CONSULTÓRIO ODONTOLÓGICO

Como montar uma clínica odontológica: A Estrutura Física

Nos artigos anteriores sobre Como Montar uma Clínica Odontológica, destacamos que o segmento de odontologia é um dos setores que mais se destaca dentre outros que integram a indústria brasileira de saúde, pois é o único setor que apresenta superávit na balança comercial.

Falamos também sobre a escolha de uma localização para a clínica odontológica, onde o empreendedor deve se atentar quanto aos dados demográficos da cidade, a renda per capita, o crescimento populacional, a quantidade de profissionais lá estabelecidos e suas respectivas especialidades, além do custo de vida, para que não hajam surpresas capazes de abalar o planejamento previamente realizado.

E por último enfatizamos as exigências legais para abertura da empresa, etapas do registro, os alvarás sanitários, toda documentação necessária, as exigências da Anvisa e toda legislação que regulamenta a abertura de uma clínica odontológica.

No nosso 4º post da série, falaremos sobre a estrutura física de uma clínica odontológica. Como deve ser esta estrutura? Existem regras específicas?

É isto que veremos a seguir.

Boa Leitura!

Estrutura Física de Uma Clínica Odontológica

É importante realizar a diferenciação entre Clínica Odontológica e Consultório Odontológico.

  • A clínica odontológica: é o estabelecimento de assistência odontológica caracterizado como um conjunto de consultórios odontológicos, independentes entre si, com uma área de espera em comum e um único responsável técnico como um todo.
  • Já o Consultório Odontológico:  é o estabelecimento de assistência odontológica caracterizado por possuir somente um conjunto de equipamento odontológico.

As clínicas odontológicas deverão ser mantidas nas mais perfeitas condições de ordem e higiene, inclusive no que se refere ao pessoal e ao material. É importante verificar, antes de construir, comprar ou alugar uma clínica odontológica, a legislação vigente junto à Vigilância Sanitária de seu município.

Conforme a RDC/Anvisa n.º 50/02, as clínicas odontológicas devem possuir os seguintes ambientes de apoio:

  • Sala de espera para pacientes e acompanhantes com área mínima de 1,2 m2 por pessoa;
  • Depósito de material de limpeza (DML) com área mínima de 2 m2 e dimensão mínima de 1 metro, equipado com tanque;
  • Sanitário (s) para pacientes com área mínima de 1,6 m2 e dimensão mínima de 1 metro;
  • Central de material esterilizado (CME) simplificada com dois ambientes contíguos, a saber:
  • Ambiente Sujo: sala de lavagem e descontaminação de materiais com bancada, pia e guichê para a área limpa (sala de esterilização de material), com área mínima de 4,8 m2.
  • Ambiente Limpo: sala de preparo/esterilização/estocagem de material, com bancada para equipamentos de esterilização, armários para guarda de material e guichê para distribuição de material, com área mínima de 4,8 m2.

São considerados ambientes opcionais:

  • Sanitários para funcionários com área mínima de 1,6 m2 e dimensão mínima de 1 metro;
  • Depósito de equipamentos/materiais com área mínima a depender dos tipos de equipamentos e materiais;
  • Sala administrativa com área mínima de 5,5 m2 por pessoa;
  • Copa com área mínima de 2,6 m2 e dimensão mínima de 1,15 m.

Outras exigências:

  • Iluminação sem ofuscamento ou sombras.
  • Ventilação: circulação e renovação de ar. Deve haver mecanismos para reduzir o nível de unidades formadoras de colônias (UFC) no ar ambiente (aparelho esterilizador de ar e/ou filtros especiais).
  • Os estabelecimentos de assistência odontológica que possuírem aparelhos de ar condicionado deverão mantê-los limpos e providenciar a troca ou limpeza de filtros periodicamente (6 meses). Manter registro escrito.
  • Devem ser adotadas medidas para evitar a entrada de animais sinantrópicos nos ambientes do EAS, devendo-se telar todas as aberturas externas.
  • Os pisos devem ser de material liso, lavável e impermeável. Resistente a produtos de limpeza.
  • As paredes de alvenaria ou divisórias de cor clara, de material liso, lavável e impermeável.
  • Forros de cor clara sem presença de mofo, infiltrações ou descontinuidades.
  • As superfícies da sala clínica devem ser impermeáveis, permitindo a desinfecção. Proibido o uso de mesas e bancadas de madeira.
  • As instalações elétricas ou hidráulicas embutidas ou protegidas por calhas ou canaletas externas, para não haver depósito de sujidade em sua extensão.
  • As cortinas devem ser de material que permita a higienização. Proibido uso de cortina de pano.
  • O escritório deve estar separado da área de atendimento. Evitar reservatórios de microrganismos.
  • O espaço clínico não deve conter plantas, aquários, quadros, sofás, brinquedos e outros materiais que possam se constituir em focos de insalubridade.
  • Compressor de ar comprimido instalado em ambiente com tomada de ar externa e/ou com proteção acústica eficiente. Se instalado no banheiro deve ser acoplado através de ducto a ponto de captação de ar externo.
  • O lavatório deve ter água corrente (água potável da rede pública), de uso exclusivo para lavagem de mãos, com dispositivo que dispense o contato de mãos com a torneira durante o seu fechamento (inclusive no lavatório da auxiliar, se houver). Toalhas de papel descartável não reciclado e sabonete líquido. As clínicas que realizam cirurgias devem possuir lavabo cirúrgico (100 x 50 x 50 cm) e utilizar degrane líquido para as mãos.
  • As clínicas odontológicas devem contar com equipamentos para esterilização fora da área de atendimento – CME (Central de Material Esterilizado), que devem apresentar duas áreas distintas (área suja e área limpa) e ventilações independentes, diretas ao exterior e separadas até o teto, com guichê de passagem, sem cruzamento de fluxo, sendo uma área dotada de ponto de agua, cuba e bancada para recepção de material contaminado, expurgo e lavagem e outra para o preparo, esterilização, guarda e distribuição do material.
  • É aconselhável que os consultórios isolados tenham CME separado da sala clínica. Na sala clínica adotar bancadas separadas para lavagem de mãos e lavagem de instrumentais para que o fluxo de materiais seja adequado. Quando estiverem na mesma bancada devem ter distância compatível entre elas, ou barreira para que respingos da pia para lavagem de instrumental não contamine a de lavagem de mãos (lavatório).
  • A sala de espera deverá proporcionar condições para que os pacientes aguardem o atendimento sentado e possuir boa ventilação natural ou artificial. Sanitário masculino e feminino, água potável e copo descartável; Um dos banheiros adaptado para uso de pacientes portadores de necessidades especiais.
  • Cadeira, equipo, refletor, mocho, sugador de saliva, amalgamador elétrico e demais equipamentos limpos e dentro das normas técnicas e as legislações específicas.
  • Possuir DML – Depósito de Material de Limpeza – Sala destinada à guarda de aparelhos, utensílios e material de limpeza, dotado de tanque de lavagem.
  • Todas as áreas “molhadas” do Estabelecimento de Assistência à Saúde – EAS devem ter fechos hídricos (sifões) e tampa com fechamento escamoteável. É proibida a instalação de ralos em todos os ambientes onde os pacientes são examinados ou tratados.
  • Rodapés: Não arredondar. Evitar ressalto junto à parede.
  • Instalação de som: somente caixa de som, preferencialmente metálica, dentro da sala clínica.
  • Possuir vestiário para o profissional e auxiliares.
  • Ambientes incompatíveis: Escritório x Sala Clínica, CME x DML, Copa x Sala Clínica.

No caso do consultório odontológico, a exigência é que tenha área mínima de 9 m2. Devem dispor de instalações hidráulicas (água fria e esgoto), elétricas (pontos de força e iluminação), iluminação natural ou artificial, ventilação natural ou forçada e, caso necessário, gases medicinais (oxigênio, ar comprimido e vácuo medicinal).

Diante de todas estas exigências, os dentistas empreendedores devem entender que é fundamental conhecer todas as normas técnicas que determinam as adequações necessária da estrutura física de uma clínica odontológica, e isso deve ser abordado na elaboração do plano de negócios para abertura de seu empreendimento na área da saúde.

Não basta apenas pensar numa decoração atraente e confortável, com uso das mais modernas tecnologias e equipamentos odontológicos de última geração. Deve se levar em consideração em sua arquitetura alguns  quesitos básicos alinhados à ergonomia e a  biossegurança, e que principalmente,seja totalmente adequada às necessidades de todos, isto é, dos profissionais da saúde, dos pacientes, acompanhantes e também de todos os colaboradores do empreendimento.

Todos esses cuidados tornam a estrutura física de uma clínica odontológica  num empreendimento seguro e humanizado na prestação dos serviços de saúde odontológica!

Não deixe de ler o nosso próximo tema:

Como montar uma clínica odontológica: Contratando funcionários!

Até a próxima!

Fonte: SEBRAE

Leia também: OS SEGREDOS PARA MELHORAR A GESTÃO CONTÁBIL DO SEU CONSULTÓRIO ODONTOLÓGICO!

Como montar uma clínica odontológica: Exigências Legais e Específicas

Estamos em nosso terceiro texto da série como montar uma clínica odontológica. De acordo com o SEBRAE, veremos quais são as Exigências Legais e Específicas para abertura de seu consultório.

Vamos lá?

Após ter escolhido o imóvel mais adequado às suas necessidades e firmado o contrato de locação comercial com o locador, o dentista empreendedor deverá constituir a sua empresa. O processo de abertura de uma clínica odontológica pode ser um pouco complexo, pois exige análise e registro por parte de vários órgãos públicos, além do Conselho Regional de Odontologia – CRO da sua região. Por isso, o auxílio de um contador, especializado em contabilidade para clínicas odontológicas é importantíssimo nas orientações sobre as obrigações comerciais, tributárias, fiscais, trabalhistas, previdenciárias, dentre outras.

Etapas do Registro

1ª Etapa:

a) Registro da clínica nos seguintes órgãos:

  • Junta Comercial.
  • Secretaria da Receita Federal (CNPJ).
  • Secretaria Estadual da Fazenda.
  • Prefeitura do Município para obter o alvará de funcionamento.
  • Enquadramento da Entidade Sindical Patronal (empresa ficará obrigada a recolher anualmente a Contribuição Sindical Patronal;
  • Cadastramento junto à Caixa Econômica Federal no sistema    Conectividade Social – INSS/FGTS”.
  • Corpo de Bombeiros Militar.

b) Visita a prefeitura da cidade onde pretende montar a clínica odontológica para fazer a consulta de local.

c) Obtenção do alvará de licença sanitária: adequar às instalações de acordo com o Código Sanitário do Estado (especificações legais sobre as condições físicas).

Em âmbito federal a fiscalização cabe a ANVISAAgência Nacional de Vigilância Sanitária; já em âmbito estadual e municipal fica a cargo das secretarias estaduais e municipais de saúde.

Requisitos para o alvará sanitário:

  • Requerimento preenchido e apresentado junto ao croqui (mapa) de localização;
  • Cópia do contrato social e última alteração – no caso de pessoa física, apenas o documento pessoal;
  • taxa de alvará sanitário será paga após o protocolar do pedido;
  • Consulta de viabilidade de instalação ou habite-se de construção comercial ou certidão de zoneamento: para substituir a consulta de viabilidade de instalação, será aceito o alvará sanitário, mesmo vencido, de outra pessoa jurídica ou física, que esteve estabelecida no mesmo endereço e com a mesma atividade. Nesse caso, solicita-se um processo de baixa do alvará sanitário da empresa anterior e um processo para a nova empresa, anexando uma cópia do alvará sanitário antigo aos outros documentos;
  • Apresentar relação com o nome completo de todos os trabalhadores e/ou colaboradores do estabelecimento, com os respectivos números de RG, assinada pelo representante legal;
  • Apresentar cópia da Carteira de Identidade Profissional;
  • Descrição de serviços desenvolvidos discriminando as respectivas atividades;
  • Informar o horário de funcionamento da clínica na abertura do processo.

Após a formalização do processo administrativo poderão ser requisitados outros documentos que a autoridade sanitária entender pertinentes.

Para a inspeção sanitária pelo fiscal serão necessários:

  • Manual de Boas Práticas;
  • Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde (PGRSS);
  • Cópia de Comprovante de aprovação do projeto hidro sanitário;
  • Cópia do Comprovante de aprovação do projeto arquitetônico.

d) Consulta prévia de endereço na administração ou prefeitura: verificar se a atividade pretendida é compatível com a lei de zoneamento local. O cliente fornece endereço e a atividade para análise. Essa liberação é imprescindível para a abertura da empresa (Alvará de Localização e Alvará de Licença Sanitária).

A Licença ou Alvará de Funcionamento é o documento expedido pela Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal que autoriza o funcionamento dos serviços. Esse documento deve ser solicitado antes do início das atividades ou quando houver alterações de endereço, da própria atividade, do processo produtivo ou da razão social e, ainda, quando tiver ocorrido fusão, cisão ou incorporação societária. A emissão e renovação da Licença ou Alvará de Funcionamento é um processo descentralizado, realizado pelos estados e municípios e, portanto, definido de acordo com a legislação local.

Cada Estado define o trâmite legal e documental, assim como a sua validade. Neste contexto, o responsável técnico pelo serviço odontológico deve entrar em contato com a vigilância sanitária local (estadual ou municipal) junto à qual irá requerer a Licença ou Alvará de Funcionamento. Os endereços das Vigilâncias Sanitárias nos estados podem ser acessados no site da Anvisa: http://portal.anvisa.gov.br/.

e) JC – Junta Comercial

  • Pesquisa de nome empresarial: a consulta trata de evitar a colidência quanto ao nome da empresa. Caso seja uma Firma Individual, trata-se do próprio nome da pessoa.
  • Consulta de Situação Fiscal: Essa pesquisa identifica possíveis pendências que estejam registradas no nome do empreendedor e seus sócios – CPF, além de verificar se a atividade enquadra ou não como ME (Micro Empresa) ou EPP (Empresa de Pequeno Porte).

Documentos para o Registro da Empresa

  • 01 cópia autenticada do CPF e Identidade dos Sócios e/ou Titular.
  • 01 cópia da certidão de casamento autenticada, se casado.
  • 01 cópia autenticada do comprovante de residência de todos os sócios e/ou titular (conta de água, energia ou telefone).
  • 02 cópias do documento de ocupação do imóvel – Contrato de Locação, Escritura do imovel ou documento equivalente, em nome de pelo menos um dos sócios ou do titular. (No caso de Contrato de Locação, todas as assinaturas devem ser reconhecidas em cartório) número do IPTU.
  • 01 cópia da consulta prévia de endereço; Nome e identidade de 02 testemunhas – apenas para sociedade.
  • Advogado para visar o contrato social – exceto para MEI, ME e EPP – somente Ltda.
  • Identificação do contador da empresa com etiqueta personalizada.

Importante: Sobre a ANVISA – Regras para Clínica Odontológica

  • As clínicas odontológicas são consideradas locais de risco (área crítica) e, por isso, todas as normas e princípios de biossegurança devem ser seguidos criteriosamente para a obtenção do Alvará de Licença Sanitária.
  • Investimento inicial deverá ser no sistema de esterilização padrão e princípios de biossegurança.
  • Cada clínica odontológica recebe uma visita anual de um funcionário da vigilância. A licença de funcionamento tem validade por um ano e, no momento da renovação, é feita nova vistoria, que pode ou não ser programada. O dentista que não cumprir as exigências pode receber um auto de infração e ser penalizado, de acordo com a Lei Federal n 6.437, de 20/08/1977.
  • Todo projeto arquitetônico de um serviço de odontologia público ou privado deve ser avaliado e aprovado pela Vigilância Sanitária local previamente à execução da obra.
  • As clínicas odontológicas deverão ser registradas junto à vigilância sanitária como clínica, mesmo que os consultórios tenham registros individuais.
  • Haverá a necessidade de conhecer e cumprir as exigências legais específicas do Estado ou Município onde irá oferecer seus serviços. Para isso, deverão ser buscadas informações nas Secretarias Estaduais e Municipais da Fazenda, Junta Comercial, Institutos e Secretarias Ambientais, Receitas Estadual e Municipal, Cartório de Registro de Pessoa Jurídica, Administração Regional, no INSS local, ANVISA local, Delegacia Regional do Trabalho.

São obrigatórios para toda clínica:

  • Registro profissional (CRO) do cirurgião-dentista, com pagamento da taxa anual;
  • Cadastro da VISA – Vigilância Sanitária Municipal – Taxa anual. O Alvará Sanitário de ser afixado em local visível.
  • Prefeitura Municipal – Cadastro – Taxa de Localização e Funcionamento – ISSQN – Licença Ambiental.

Geração de Resíduos

Os resíduos gerados nos serviços odontológicos causam risco à saúde pública e ocupacional equivalente aos resíduos dos demais estabelecimentos de saúde. Seus responsáveis técnicos devem implantar um plano de gerenciamento de acordo com o estabelecido na RDC/Anvisa  306, de 07 de dezembro de 2004. Os resíduos gerados nos serviços odontológicos podem ser classificados em biológicos, químicos, perfurocortantes ou escarificantes e comuns.

Legislação pertinente:

  • Lei n° 4.324, BRASIL, de 14 de abril de 1964. Institui o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Odontologia, e dá outras providências.
  • Lei n° 5.081, BRASIL , de 24 de agosto de 1966. Regula o exercício da odontologia.
  • Lei n° 6.710, BRASIL, de 5 de novembro de 1979. Dispõe sobre a profissão de Técnico em Prótese Dentária e determina outras providências.
  • Lei n° 6.437, BRASIL, de 20 de agosto de 1977. Configura infrações à legislação sanitária federal, estabelece as sanções respectivas, e dá outras providências.
  • Resolução n° 185/93, CFO. Aprova a Consolidação das Normas para Procedimentos nos Conselhos de Odontologia e revoga a Resolução CFO-155/84.
  • Resolução RDC n° 189, ANVISA, de 18 de julho de 2003. Todos os projetos de arquitetura de estabelecimentos de saúde públicos e privados devem ser avaliados e aprovados pelas vigilâncias sanitárias estaduais ou municipais previamente ao início da obra a que se referem os projetos.
  • Resolução RDC n° 306, ANVISA, de 7 de dezembro de 2004. Dispõe sobre o Regulamento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde.
  • Resolução RDC n° 50, ANVISA, de 21 de fevereiro de 2002. Regulamento técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde.
  • Resolução RE n° 9, ANVISA, de 16 de janeiro de 2003. Orientação técnica revisada contendo padrões referenciais de qualidade de ar interior em ambientes de uso público e coletivo, climatizados artificialmente. A Resolução recomenda o índice máximo de poluentes de contaminação biológica e química, além de parâmetros físicos do ar interior. Prevê ainda métodos analíticos e recomendações para controle e correção, caso os padrões de ar forem considerados regulares ou ruins.
  • Resolução 358, CONAMA, 2005. Gerenciamento de Resíduos.
  • Resolução n° 9, ANVISA, de 2003. Tratamento de ar em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde.
  • Portaria n° 518, Ministério da Saúde, de 25 de março de 2004. Estabelece os procedimentos e responsabilidades relativos ao controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade, e dá outras providências.
  • Portaria GM/MS n° 3.523, Ministério da Saúde, de 28 de agosto de 1998. Aprova Regulamento Técnico contendo medidas básicas referentes aos procedimentos de verificação visual do estado de limpeza, remoção de sujidades por métodos físicos e manutenção do estado de integridade e eficiência de todos os componentes dos sistemas de climatização, para garantir a Qualidade do Ar de Interiores e prevenção de riscos à saúde dos ocupantes de ambientes climatizados.
  • Portaria GM/MS n° 2616, , Ministério da Saúde, de 12 de maio de 1998 – Controle de Infecção Hospitalar.
  • NR-32 (Norma Regulamentadora – Ministério do Trabalho).

Conforme ressaltamos, é muito importante que todas estas normas sejam analisadas e rigidamente seguidas, para que ao montar uma clínica odontológica, você esteja totalmente resguardado pela legislação vigente no país. Sendo assim, a contratação de uma assessoria contábil especializada em contabilidade para clínicas odontológicas é fundamental para que você se sinta seguro ao empreender com a odontologia e tenha tempo para se preocupar efetivamente com o melhor atendimento para os seus pacientes.

Não perca nosso próximo post: Como montar uma clínica odontológica: A Estrutura Física

Até a próxima!

    Referência: SEBRAE

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        COMO MONTAR UMA CLÍNICA ODONTOLÓGICA: A IMPORTÂNCIA DA LOCALIZAÇÃO