Impostos de um consultório odontológico: quais são e quais os regimes de tributação?

Os impostos dentro das contas a pagar de uma empresa são itens prioritários para que um fluxo de caixa correto e preciso seja realizado. É claro que as contas chegam, seja para um dentista que dirige um consultório, seja para o dentista que trabalha para uma ou mais empresas. Nesse contexto, o essencial é conhecer cada imposto para administrá-los bem, se organizar e não se assustar com encargos e descontos ou contas que não fecham no fim do mês.

Para auxiliar na rotina financeira de controle de gastos, listamos impostos e explicamos a diferença entre tributar como autônomo e pessoa jurídica. Confira!

Os impostos pagos pelo dentista que atua como profissional autônomo

Todo dentista que deseja trabalhar como autônomo tem de passar por alguns processos para ficar em dia com as obrigações fiscais. Para tanto, o correto a se fazer é a escrituração de um livro caixa. Nele serão lançadas – geralmente pelo contador – despesas dedutíveis para a redução do lucro tributável.

Todas as despesas como folha de pagamento, telefone, INSS, aluguel do local, IPTU, energia elétrica, água, material de limpeza e do consultório devem entrar na análise de gastos e faturamento.

A tributação será feita pelo Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF), o que gira em torno de 27,5%. Assim, o IRPF é calculado pelo valor líquido do rendimento, isto é, rendimento total bruto menos as despesas dedutíveis.

Os impostos do dentista que é Pessoa Jurídica

Em um consultório odontológico, existem três possibilidades como tributação: o lucro presumido, o lucro real e o simples nacional.

Lucro presumido

No lucro presumido, a porcentagem a ser aplicada sobre o faturamento da pessoa jurídica é de 11,33%, sendo que cada imposto recebe as seguintes tributações:

PIS 0,65%;

COFINS 3%;

CSLL 2,88%;

IRPJ 4,8%;

ISSQN pode depender do município, porém é comum as prefeituras estipularem um valor fixo por dentista.

O lucro presumido é mais indicado como a melhor opção tributária para as clínicas menores.

Lucro real

Já o lucro real, pode ser determinado a partir do lucro líquido do período de apuração obtido na escrituração comercial. Com isso, o lucro apurado na contabilidade da empresa estará pronto para ser distribuído aos sócios isento de impostos.

Simples Nacional

A partir de 2015, os consultórios odontológicos também poderão se enquadrar na tributação do Simples Nacional. Através desse regime, os impostos federais, estaduais e municipais unificaram-se em uma alíquota única, variando de acordo com cada faixa de faturamento até o teto de R$3,6 milhões por ano. O percentual da CPP (Contribuição Patronal Previdenciária) para microempresas e empresas de pequeno porte estará incluído na alíquota do Simples Nacional, sendo o recolhimento efetuado por meio do DAS.

Qual é a melhor forma de pagar os tributos?

A tributação realizada como pessoa jurídica é menor em relação à pessoa física. A busca por uma empresa de contabilidade,  é fundamental para a análise dos tributos e demonstração do melhor caminho a seguir. Mesmo assim, caso ainda queira trabalhar das duas maneiras, há essa possibilidade. É possível colocar parte do rendimento como pessoa física e parte como pessoa jurídica, tendo em vista menores tributos possíveis dentro da lei.

Garantia de sucesso e legalidade

Entendendo a importância e as condições de pagamento e das atividades como pessoa física ou jurídica, o seu consultório caminhará da melhor maneira possível, dentro da legalidade e com menos desperdícios. Sendo assim, opte pelo que fornece maior rendimento, informe-se mais sobre os tributos pagos e caso necessário, converse com uma empresa de contabilidade. Fique atento para garantir seu sucesso.

Qual é a tributação realizada em seu consultório? Como ela foi definida? Deixe seu comentário e compartilhe conosco suas experiências.

Fonte: Smile Cursos

Simples Nacional: Benefícios para Startup’s

Com a alta do empreendedorismo e as facilitações que a globalização trouxe ao mercado atual, abrir um negócio virou uma necessidade de conquista e ao mesmo tempo um desafio à ser conquistado.

Isso porque o Brasil é um dos países de maior carga tributária existentes, o que impossibilitava o nascimento e o crescimento de startups e empresas de pequeno porte.

Com isso, há poucos anos, o Governo implantou o Simples Nacional para facilitar a vida dos pequenos empresários e favorecer o crescimento econômico do país.

Então se você é um gestor de uma startup e quer conhecer os benefícios desse tipo de sistema simplificado, fique atento a este post, pois nele você encontrará as respostas que tanto precisa.

Você conhece o Simples Nacional?

O Simples Nacional é um sistema de tributação onde os tributos são unificados em um pagamento único cujo objetivo é gerir um melhor controle do imposto a pagar e propiciar o desenvolvimento das startups, empreendedores individuais e empresas de micro, pequeno e médio porte.

De modo simplificado, o recolhimento do Imposto do Simples Nacional é feito através do pagamento da DAS – Documento de Arrecadação do Simples Nacional, sendo recolhida mensalmente. Este documento unifica o recolhimento de impostos para as empresas optantes pelo Simples Nacional, repassando cada um deles automaticamente para as contas do estado, do município e da União.

O Simples Nacional é obrigatório para estas empresas?

O regime de tributação do Simples Nacional traz como principal vantagem ser um regime optativo. Nesse regime, as empresas optam ou não por aderirem caso acreditem trazer vantagens à mesma.

Através da unificação de todos os impostos, o Simples Nacional na maioria das vezes apresenta uma taxação bem mais baixa comparada a outros regimes como o Lucro Presumido e o Lucro Real, pois é calculado através do faturamento anual da startup.

Embora seja um tipo de tributação optativa, o Simples Nacional após ser aderido se torna irrevogável e irretratável, devendo a empresa permanecer com o regime durante todo o ano calendário.

Atendendo aos requisitos desse tipo de regime de tributação

Embora optativo para as empresas, para aderir a este tipo de regime, as mesmas precisam atender alguns requisitos, como:

  • Não possuir faturamento anual superior a R$ 3,6 milhões de reais;
  • Os sócios não podem ter participação em nenhum outro tipo de empresa.

Principais vantagens do Simples Nacional

O Simples Nacional traz como principais vantagens às empresas optantes:

  • Menor taxa a pagar em comparação à outros regimes;
  • Isenção de pagamentos com contribuições sociais;
  • Reduz os custos trabalhistas;
  • Maior facilidade de controle contábil e gestão.

Quais impostos estão incluídos no Simples Nacional?

Antigamente, com os outros tipos de tributações os impostos eram recolhidos um a um, o que poderia gerar equívocos e transtornos nos pagamentos dos mesmos.

Com a simplificação do Simples Nacional, os principais impostos federais, estaduais e municipais estão todos incluídos.

Os principais impostos são:

  • Impostos Federais: IRPJ, PIS, COFINS, IPI, CSLL, CPP;
  • Impostos Estaduais: ICMS;
  • Impostos Municipais ISS .

Como está a aceitação desse tipo de tributação?

Desde 2015, vários empreendedores de modo individual ou através de micro, pequenas e médias empresas vêm optando por este tipo de tributação.

O recolhimento feito de modo simples através de contagem simples do percentual faturado no ano é de fácil entendimento e aceitação das empresas optantes.

Para empresas que estão iniciando as suas atividades e para as startups, esse tipo de tributação pode ser a ideal, exatamente por trabalhar com menores riscos e propiciar maior conforto e entendimento no pagamento.

Como Startup posso optar pelo Simples Nacional?

As startups , são quase que por definição em sua maioria, empresas prestadoras de serviços.  Este tipo de atividade, serviços, são regulamentados pela lei complementar nº 116 de 2003.

Em 2006 foi criada a  lei que permite a participação de empresas que desenvolvem sistemas ou as licenciam no Regime Tributário Simples. Em 2013 a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou um projeto de lei que isenta as startups, do pagamento de impostos federais por pelo menos dois anos.

O texto do projeto de Lei diz que as startups podem ser enquadradas num regime especial de tributação, chamado de Sistema de Tratamento Especial a Novas Empresas de Tecnologia (SisTENET) e devem receber isenção por dois anos, prorrogáveis por igual período, do pagamento de impostos federais. Para estar nesse regime, as startups só poderão:

  • ter receita bruta trimestral de até R$ 30 mil e
  • no máximo quatro funcionários.

Se a empresa inscrita no SisTENET ultrapassar esse limite de receita bruta trimestral, ela terá de comunicar sua saída do cadastro no prazo de 30 dias e a opção pelo Simples Nacional, sob pena de serem retiradas do sistema e multadas. As startups que também passarem por todo o período no regime especial podem optar por aderir ao Simples Nacional.

As startups devem ficar atentas às alíquotas do Simples Nacional para verificarem se este é o melhor regime tributário a ser aderido, devido ao fato das alíquotas do Simples Nacional serem vinculadas ao crescimento da folha de pagamento. Para que esta opção valha a pena, é necessário que a folha de pagamento da Startup represente no mínimo 40% de seu faturamento.

Sendo assim, de acordo com as variáveis acima, o ideal é sentar-se com seu contador e verificar qual o melhor regime de tributação para sua startup, pois dependendo do caso o melhor será a opção pelo Lucro Presumido ou Lucro Real.  

Então fique atento!

Procurar por meios de melhor gerir os negócios é sempre um desafio para todos os empreendedores, principalmente para as startups que possuem como característica o trabalho em ambientes de risco.

Sendo assim não há momento para vacilar. Buscar auxílio de uma empresa contábil especializada  é sempre a resposta ideal para iniciar qualquer negócio.

Então, seja qual for o ramo de atuação e o tamanho do seu negócio, fique atento às oportunidades de simplificá-lo e assim fazê-lo crescer.

Até a próxima!

Referência: Senado aprova projeto que isenta startups de impostos federais

 

NF-e(Nota Fiscal Eletrônica): Quais os impostos incidentes?

Os micro e pequenos empreendedores, principalmente quando sujeitos ao regime da tributação do Simples Nacional – pertencente ao Sistema Integrado de Imposto e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte, se beneficiam bastante da Nf-e (Nota Fiscal Eletrônica)

Por se tratar de um documento fiscal, que é emitido e armazenado eletronicamente, a impressão física (em papel) é dispensada. O maior objetivo da NF-e (Nota Fiscal Eletrônica) é justamente realizar um registro de uma operação de compra e/ou venda de produtos ou serviços de modo fácil e eficiente, integrando todas as informações para que seja apurado todos os impostos incidentes devidos tanto pelo emissor quanto do tomador de serviços.

Os benefícios dessa integração envolvem menores custos e maior segurança, pois tem sua autenticidade validada por meio da assinatura digital do remetente, sendo também permitida para uso do próprio Fisco.

E os impostos incidente sobre a NF-e (Nota Fiscal Eletrônica), quais são?

Com relação aos impostos que o microempreendedor e o pequeno empreendedor devem pagar, não há diferenças entre a nota de papel (impressa) e a eletrônica. Da mesma forma, o emissor permanece sujeito aos mesmos impostos, sejam eles distritais, estaduais, federais ou municipais.

Se o empreendedor estiver enquadrado no Simples Nacional, como é bem provável, a parcela dos impostos será unificada e mensal e será recolhida através do DAS – Documento de Arrecadação Simplificada.

Com relação aos tributos, veja as incidências:

ICMS

O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços – ICMS, se trata de um tributo interestadual que incide sobre operações que movimentam produtos e também sobre alguns serviços prestados. Incide também sobre a importação de bens, destinados a qualquer fim. .A alíquota deste imposto varia de acordo com a legislação de cada estado, e é apurado de forma que não cumulativa, considerando possíveis débitos e créditos.

IPI

O IPI, que se trata do Imposto sobre os Produtos Industrializados e é incidente sobre aqueles produtos que possuem origem brasileira e também estrangeira, só o que entra em exceção são as matérias-primas que não passaram por nenhum tipo de modificação desde a sua extração.

Cofins

Já a Cofins – Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social, se trata do de um Imposto Federal instituído para o Financiamento da Seguridade Social (Previdência Social, a Assistência Social e a Saúde Pública) e o seu pagamento vai variar de acordo com a receita da empresa.

ISS

O Imposto Sobre Serviços se trata de um tributo municipal, pago pelas pessoas Jurídicas Prestadoras de Serviços e Autônomos. e é recolhido no domicílio do prestador do serviço, no caso de optantes pelo Simples Nacional, quando não houver retenção pelo tomador dentro da DAS. Porém, existem algumas exceções, onde o imposto deve ser recolhido no local onde o serviço foi prestado. Sua alíquota tem variação de acordo com o município.

IRPJ

Esse se trata do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica, pago pelas pessoas jurídicas nacionais ou pelas pessoas físicas equiparadas a elas. A apuração ocorre com base no lucro real, presumido ou arbitrado. Sua alíquota corresponde a 15% do lucro apurado, havendo adicional de 10% sobre a parcela do lucro que exceder os R$ 20.000,00 ao mês.

CSLL

É um tributo federal chamado de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, que incide sobre a lucratividade líquida do período-base. Sua função tem a ver com financiamento da Seguridade Social e a alíquota varia entre 9%, 12%.e 32% dependendo do enquadramento tributário (Lucro Real ou Presumido) e também do tipo de atividade exercida.

Outros tributos

É válido ressaltar que o recolhimento na forma do Simples Nacional, não exclui outras incidências de tributos que podem não estar listados acima, por exemplo, em alguns municípios há outros tipos de cobranças e isso só pode ser analisado e atualizado pelo contador, que é o profissional que detém o conhecimento especializado para orientar ao empreendedor..

Quais as mudanças que envolvem a emissão da NF-e (Nota Fiscal Eletrônica)?

A principal mudança envolve a obrigatoriedade da assinatura digital e sua autenticidade, além da concessão da autorização da mesma, mediante consulta pelo Portal Nacional de Nota Fiscal Eletrônica.

Conclusão

A melhor forma de saber tudo sobre a NF-e (Nota Fiscal Eletrônica) e ficar tranquilo quanto a obrigatoriedade de sua emissão e todos os impostos incidentes sobre a mesma, é consultar um contador. Fazendo isso,  você estará a par de todos os tributos que precisa apurar e deve pagar, já que de acordo com a região, os valores e taxas podem ser distintos.

Restou alguma dúvida sobre a emissão da NF-e (Nota Fiscal Eletrônica) e os tributos incidentes sobre a mesma quando você é optante pelo Simples Nacional? Se a resposta for positiva, então entre em contato, pontue suas necessidades e nós o ajudaremos com certeza!

Até a próxima!