O Papel da Gestão Financeira na área da Saúde

Gerir as finanças de qualquer negócio relacionados a saúde hoje em dia é como dirigir um carro com janelas embaçadas, isto é, é muito difícil enxergar para onde se está indo, por isso, os riscos são enormes.

Como em qualquer indústria, a gestão financeira na área da saúde envolve manipulação das operações financeiras de rotina, tais como a negociação de contratos, gerir bem o fluxo de caixa, controlar todas as entradas e saídas, manter um capital de giro para as despesas, tais como, folha de pagamento e materiais de escritório, e principalmente, manter reservas líquidas para custos inesperados.

Num nível executivo da empresa, gestão financeira significa fornecer aos outros membros da equipe de liderança informações precisas para fazer planos estratégicos e se preparar para o futuro. Por exemplo, os empreendimentos da área da saúde, como os grandes consultórios médicos e hospitais, podem decidir oferecer testes ou tratamentos expandidos através da compra de novos equipamentos médicos para a instituição ou empresa. Os dados gerados pela gestão financeira ajudam nas tomadas de decisão sobre qual será a melhor maneira de pagar por isso sem causar danos à saúde financeira do negócio.

Reuniões estratégicas para melhorar as finanças

Estratégias de negócios e gestão financeira estão intimamente interligados. Alguns hospitais utilizam como estratégia, por exemplo, comprar as clínicas médicas das redondezas ou vizinhas do hospital. Os médicos que vendem suas clínicas tornam-se funcionários do hospital e o hospital se torna uma rede hospitalar regional. Dessa forma, o hospital constrói um fluxo financeiro mais consistente e contínuo, isto é: Ele recebe o dinheiro de todo o espectro relacionado aos tratamentos médicos, tais como, exames para a cirurgia e serviços de reabilitação, serviços que seriam prestados por essas clínicas.

Adquirir essas clínicas traz novas receitas de imediato, de modo que o fluxo de receita ajuda a pagar a compra das mesmas, e o sistema ou rede hospitalar regional, que é muito maior do que o hospital sozinho, tem maior poder de negociação com as empresas de planos de saúde.

Gerir os custos do tratamento é fundamental para a sobrevivência

Para uma empresa de planos de saúde, o custo-benefício da medicina é crucial para a sobrevivência financeira do negócio.

Um exemplo prático: As seguradoras criam listas de medicamentos que estão dispostas a pagar por tratamento e diretrizes para seus médicos contratantes. As seguradoras, em seguida, se utilizam de meios de controles tecnológicos, como softwares para controlar a “utilização” dos médicos individualmente – e suas escolhas de testes e tratamentos – para certificar-se que os mesmos estão seguindo as orientações sobre o uso das medicações indicadas.

A relação custo-benefício da medicina, é tão importante para a estratégia de negócios de uma empresa de planos de saúde, que o desenvolvimento de diretrizes se eleva ao nível da gestão financeira. É uma tarefa que exige um significativo know-how na área médica de seus gestores.

A seguradora quer trabalhar com tratamentos para evitar custos mais elevados a longo prazo. Porém, os médicos precisam ter certeza de que os tratamentos são, do ponto de vista médico, eficientes para a saúde dos pacientes. Caso contrário, colocam em risco a vida dos pacientes e ficam vulneráveis à sofrerem processos por erros médicos.

Prevenção para evitar despesas de longo prazo

Uma organização hospitalar, responsável pela manutenção da saúde através de seus grandes centros de tratamentos que podem ter os mesmos pacientes por muitos anos, compartilham os mesmos objetivos dos órgãos que gerem a saúde pública: a prevenção de doenças caras, mantendo os pacientes saudáveis.

Por exemplo, as empresas de plano de saúde querem ter o melhor custo-benefício em seus tratamentos, por isso investem em testes de triagem para doenças cardíacas e câncer, que quando diagnosticadas, exigem controle e tratamento contínuos, onerando assim o fluxo de despesas dessas organizações. Logo, para se prevenir contra estes custos, a investigação médica é indispensável.

Em vários países do mundo, as maiores administradoras de planos de saúde financiam parte das pesquisas médicas mais relevantes, e qualquer entidade de saúde que tenha um grupo de pesquisa afiliado – e muitos o fazem – acrescentam o seu financiamento às tarefas da gestão financeira. O financiamento de pesquisa traz um custo-benefício bem mais atraente do que longos tratamentos com medicações caras.

Mudanças trazem novos desafios

A gestão financeira é uma arte e uma ciência em qualquer indústria, mas quando nos referimos à indústria responsável por cuidar da saúde, estamos falando de desafios particularmente difíceis, pois é uma indústria muito dinâmica e que muda de forma célere e contínua. Mas, mudanças são inevitáveis. Por isso, clínicas médicas, hospitais e empresas de plano de saúde terão a cada dia que manter uma gestão financeira excepcionalmente qualificada, para garantir a sustentabilidade e a saúde financeira de seus negócios.

Contar com uma assessoria contábil especializada em contabilidade para clínicas médicas, contabilidade hospitalar, contabilidade para médicos ou contabilidade para profissionais da área da saúde é essencial para se manter uma gestão financeira hospitalar precisa e eficiente.

Conte sempre com um contador!

Até a próxima!

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